SYNERGY 2015

Em 2015 cerca de 600 profissionais que atuam nas áreas de gestão e regulação fiscal, tributária, de comércio exterior e de tecnologia aplicada, se reuniram no dia 20 de outubro no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, para participar da quarta edição do SYNERGY 2015 no Brasil, para debater sobre os desafios tributários a serem enfrentados pelas empresas, e também tópicos específicos sobre a estrutura tributária brasileira, e sobre tendências do mercado para os próximos anos.


Joe Harpaz

Como host do encontro, Adrian Fognini, Presidente da Thomson Reuters Brasil, abriu a agenda destacando a importância de criar esses momentos de sinergia entre os setores público e privado, em diferentes níveis de atuação. Joe Harpaz, Diretor Global do Segmento Corporativo da unidade de negócios de Tax & Accounting da Thomson Reuters apresentou una nova análise sobre a complexidade do sistema tributário brasileiro e mundial, e suas influências sobre o setor produtivo. Para aprofundar esse debate, Harpaz usou exemplos práticos de como o mercado evoluiu e continua evoluindo nesse sentido com a adoção estratégica da tecnologia, redesenhando o conceito de inovação e aumento da competitividade.

Ele apresentou também o conceito Taxologist, mencionando:”A complexidade regulatória, globalização crescente, aumento da fiscalização e pressões internas continuam a onerar departamentos tributários no mundo todo. Um novo tipo de profissional está surgindo no centro desse cenário fiscal de constante mudança, a quem chamamos de Taxologists, isto é, tributaristas que se sobressaem no uso da tecnologia para maximizar a eficácia de função de tributos. Munidos do conhecimento certo e da tecnologia certa, os Taxologists melhoram a qualidade dos dados, a automação e a eficiência. Eles aumentam a colaboração entre as equipes de negócio e capturam oportunidades de mostrar o setor de tributos como um centro de valor”, explica Harpaz.


Ethevaldo Siqueira

Ethevaldo Siqueira, escritor e jornalista especializado em novas tecnologias dos segmentos de informação e comunicação, falou sobre os desafios e oportunidades das empresas frente a um cenário em que tudo está conectado e em constante mudança. Para Ethevaldo, as empresas precisam enfrentar a mudança de paradigmas. “O mundo mudou e continuará a mudar em ritmo cada vez mais acelerado. Isto é ótimo, mas também é profundamente perigoso do ponto de vista da segurança cibernética”. Seu conselho é que as empresas criem estruturas para proteger seus ativos virtuais e chamou a atenção para a importância cada vez mais estratégica dos profissionais e líderes de TI. “O CIO (Chief Techmology Officer) e o CSO (Chief Securitiy Officer) vão chegando mais próximos do CEO (Chief Executive Officer)”.


Luiz Carlos Mendonça de Barros

Mudando a pauta para cenário econômico, o macroenomista e ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, apresentou uma reflexão detalhada sobre a economia brasileira desde o governo Sarney, destacando as mudanças ocorridas nos setores econômico, tributário e social ao longo dos anos e apresentou uma análise especifica sobre a relação da população com o Governo e foi taxativo: “A crise econômica vivida pelo País exigirá posturas diferentes das autoridades e das empresas. Depois da crise, o Brasil vai iniciar um novo ciclo de crescimento em razão das mudanças inevitáveis que serão protagonizadas pela política e pela economia”.

Para o encerramento da sessão principal, representando o ministro Joaquin Levy, o Secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Paulo Correa trouxe à audiencia algumas atualizações sobre os planos do Governo Federal para aumentar a renda da população e a oferta de emprego para assegurar o crescimento da classe média. Ele afirmou ainda que o MinFaz estabeleceu uma nova agenda de debates com diversos setores da economia sobre as melhores práticas para tornar o Brasil mais competitivo no mercado internacional, por meio de acordos com os representantes das indústrias brasileiras, com o objetivo de melhorar o sistema de tributação.

No período da tarde, durante as sessões paralelas, foram apresentados temas de alta relevância no momento, através de discussões aprofundadas sobre novas obrigações fiscais, tais como: Bloco K, ECF, ReInf, eSocial – além de temas voltados à governança, compliance e automação fiscal, com a apresentação de cases de sucesso. Também foram abordados temas específicos para os profissionais que atuam na área de comércio exterior, com destaque para o painel de debates onde tivemos a participação de Daniel Godinho (Secretario do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Murilo José Perini da Silva Braga (Coordenador de Fiscalização e Repressão Aduaneira da Receita Federal do Brasil) e Embaixador Rubens Barbosa, do COSCEX (Conselho Superior de Comércio Exterior – FIESP).




Fotos


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